a areia do chão talvez cuspa aos meus passos
e na velha Dantas há aquele trambolho de fedor e lixo
de tantos penduricalhos inúteis e baratos
cancro de uma cidade morta
cheio de gente morta e estúpida
odeia as pessoas?
não
mas quando estão perto demais...
não sei
minha insolência cai como um gargalo de garrafa quebrada
na goela dos "normais"
faço do desprezo a fortaleza torta de um coração sem muros
só feito de fossos
aquelas pontes sabem cada dia dos meus trinta e tantos
e ainda assim permaneço
as meninas ainda viram a cara
desisti de beber o meu próprio anacronismo
arrotei todos os calendários
fugi pela saída sem saída do cais vazio
e vi que eu já não era o mesmo
e na velha Dantas há aquele trambolho de fedor e lixo
de tantos penduricalhos inúteis e baratos
cancro de uma cidade morta
cheio de gente morta e estúpida
odeia as pessoas?
não
mas quando estão perto demais...
não sei
minha insolência cai como um gargalo de garrafa quebrada
na goela dos "normais"
faço do desprezo a fortaleza torta de um coração sem muros
só feito de fossos
aquelas pontes sabem cada dia dos meus trinta e tantos
e ainda assim permaneço
as meninas ainda viram a cara
desisti de beber o meu próprio anacronismo
arrotei todos os calendários
fugi pela saída sem saída do cais vazio
e vi que eu já não era o mesmo






3 comentários:
As pessoas é um bicho com fome do vazio, por mais muralhas que tenha não sabe evoluir...a culpa deve ser dos genes:)
Gostei a parte:" arrotei todos os calendários"
"odeia as pessoas?
não
mas quando estão perto demais...
não sei"
Acho que stou assim ultimamente querido... prefiro algumas pessoas longe... as vezes são nocivas....
Beijos de quem tem saudade... e está longe por opção.... mas não te esqueceu viu?
Eu também não sou a mesma, me sinto tão velha todos os dias...
Adorei esse...
E tu? te preparando para as férias?
Um beijo my dear.
Bom domingo
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