Quinta-feira, Julho 02, 2009

das canções ouvidas

e todos os telhados se desfizeram na ponta dos dedos
as estrelas perderam os seus domínios
e todos os caminhares ficaram vagarosos nas estradas
elas se tornaram pó
e todos os sentimentos vendidos retornaram às esquinas
onde outrora foram encontrados
ao fim
os caminhos perderam seus parceiros de dança
e todos cantaram baixinho nos confins do inferno mais bonito
a ignorância dos carinhos dispensados
todos levaram embora todos os levares
dos olhos que se esqueceram de salvar as expectativas
os momentos últimos, talvez os primeiros
a cura para a vida
para o sorriso que cai da cara
das fotografias enterradas
das canções dos estranhos
e dos conhecidos
e todos tentaram sossegar suas almas
se aquietando nos braços da mãe última
e calaram-se

2 comentários:

Lis disse...

Sabe de uma coisa? Foi exatamente assim que me senti ontem.

Uma perplexidade sem fim, um desânimo sem fim, olhava e não acreditava no que via.

Podia ter sido para qualquer outro menos esse e o outro daqui!!

Beijos, lindo teu poema!

Renata Braga disse...

Faço minha as palavras da Lis.


Lindo.


Bejoss meu querido.

 
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