e todos os telhados se desfizeram na ponta dos dedos
as estrelas perderam os seus domínios
e todos os caminhares ficaram vagarosos nas estradas
elas se tornaram pó
e todos os sentimentos vendidos retornaram às esquinas
onde outrora foram encontrados
ao fim
os caminhos perderam seus parceiros de dança
e todos cantaram baixinho nos confins do inferno mais bonito
a ignorância dos carinhos dispensados
todos levaram embora todos os levares
dos olhos que se esqueceram de salvar as expectativas
os momentos últimos, talvez os primeiros
a cura para a vida
para o sorriso que cai da cara
das fotografias enterradas
das canções dos estranhos
e dos conhecidos
e todos tentaram sossegar suas almas
se aquietando nos braços da mãe última
e calaram-se
as estrelas perderam os seus domínios
e todos os caminhares ficaram vagarosos nas estradas
elas se tornaram pó
e todos os sentimentos vendidos retornaram às esquinas
onde outrora foram encontrados
ao fim
os caminhos perderam seus parceiros de dança
e todos cantaram baixinho nos confins do inferno mais bonito
a ignorância dos carinhos dispensados
todos levaram embora todos os levares
dos olhos que se esqueceram de salvar as expectativas
os momentos últimos, talvez os primeiros
a cura para a vida
para o sorriso que cai da cara
das fotografias enterradas
das canções dos estranhos
e dos conhecidos
e todos tentaram sossegar suas almas
se aquietando nos braços da mãe última
e calaram-se






2 comentários:
Sabe de uma coisa? Foi exatamente assim que me senti ontem.
Uma perplexidade sem fim, um desânimo sem fim, olhava e não acreditava no que via.
Podia ter sido para qualquer outro menos esse e o outro daqui!!
Beijos, lindo teu poema!
Faço minha as palavras da Lis.
Lindo.
Bejoss meu querido.
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