Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Alterego

cais e porto
destituídos, a fuga, necessária
em linha
em sóis
em repartimento de ruínas e estilhaços
caminhadas
sufoco e vertigem às vésperas
aos trambolhões 
viver como um perdido 
em meio às ausências de trapézios
de fôlegos
de hálitos bafejados na desesperança dos beijos
nos pavilhões dos doentes terminais
as sintaxes vazias do medo
e dos solilóquios que preencheram as noite sem sons
sem sonos e outros sinônimos e clichês
os deslocamentos calados 
viver estacado como um poste
olhando para si

2 comentários:

Dellone disse...

Saudações !

Venho paranebizá-los pelo
belo trabalho que faz por aqui ...

Sou um iniciante neste ramo
Adorei descobrir este espaço!
estou seguindo!

meu nome é DELLONE

@SilenceShadows

Adoraria receber vossa visita em
meu espaço--> silenceshadows.blogspot.com
Será muito bem vindo!

Até breve!

Yan disse...

olhando para si, e perguntando a si mesmo: quem sou eu? quem és tu?

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