um autômato, vigiando a aurora
as direções
lado a lado
das direções desencontradas do caos
no desvio do movimento inscrito
no destrambelhamento tonto construído em si
do maquinismo repleto de perturbações mágicas
de olhar estático e mesmerizante
cortando o medo e a insônia
cortando a redoma de vidro
despedaçando o homem de areia
o fracasso dos momentos breves
da topologia gasta do amor inútil
e estranho como o destino incômodo desenhado
nas passagens escritas do desmanchar
do olhar que fita a tudo pelas frestas
pelas prisões injustas da alma - o permanecer
as conversas cinzas os subterrâneos insólitos
a sensação fria de que a vida não passava disso






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